Saturday, July 26, 2014

1966 Radio stations - Alberto Moravi

By 1966, Radio in São Paulo was very wide-ranging (ecletic). Due to the 1963-1964 'invasion' of Italian pop music plus the advancent of Brazilian pop music (later called by its acronym MPB) and Brazilian rock which went by the quaint name of 'ié-ié-ié' Radio shows were more and more varied. 

TV Tupi, Channel 4, started beaming on Wednesday nights, a compound of 'Studio Uno', an Italian top variety show compered by German Kessler Twins and the great Mina. TV Tupi also showed American TV 'Shindig' on Saturday evenings. 

By the way, the Journalist Union entered a plea with the Brazilian government to ban these foreign musical shows due to their unfair competion with the local product. By the end of 1966, all foreign musical TV shows were properly banned. 


German Twins Ellen & Alice Kessler were the darlings of Italian TV and could be seen on TV Tupi every Wednesday night until such programmes were banned by the Government.


Here's a list of the most played hits on Alberto Moravi's 'Discômetro Mundial' on Radio Tupi, the most popular radio station then. As Moravi hardly spoke Portuguese, his programme ended up being banned for the same reasons the TV shows were lifted from the air:  unfair competition with the local productions. In Moravi's case the production was done in São Paulo, but they claimed he was a 'foreigner taking away Brazilian jobs'. 

'Discômetro Mundial' was such a fantastic radio show from 9:00 to 10:00 AM. DJ Alberto Moravi played his private 45 rpm collection he had been sent from Europe and USA. He would play Rita Pavone singing in German (Peppino aus Torino), Roberto Carlos in Spanish (Mi cacharrito), Cliff Richards in Spanish (Maria Nomás), The Beatles in German (Kom gib mir deine Hand) and the latest hits by Trini Lopez, Richard Anthony etc. that were not released in the country yet.

Radio America belonged to Radio Bandeirantes and as the management realized the growth of the youth oriented market they launched a new programming based on the Top-40 US radio stations aimed at that youth market: young DJs João Paulo de Andrade, Ferreira Martins and Jorge Helau filled the 12:00 noon to 6:00 PM slot. 'Intervalo' November 1966. 

Juvencio, o Justiceiro do Sertao

Juvêncio, o Justiceiro do Sertão (Juvencio, Hinterland's Paladin) was a half-hour radio show on Radio Piratininga in São Paulo that went to air at 6:30 PM just before the national Hora do Brasil. It was a high-rating show that started in the late 1950s and kept its popularity until the mid-1960s when the mass selling of TV sets went up and the poorer section of the population had the choice of watching images instead of only listening to actions.

Juvêncio was a hero not too different from those in the American Old West. Juvêncio wore a mask to disguise his real identity, rode a faithful horse called Corisco and had a best friend in a boy called Juquinha who always helped him in his fight against out-laws and desperados.

Juvêncio had an accent... a Brazilian hillbilly accent and he mangled the Portuguese grammar all the time. 'Vancê' instead of 'você' (you) was common currency. The show would open with a ballad that said:

"Goodbye my love, I am bound for the Hinterlands / If I never return I leave my heart with you / I am a Palladin and I fear no one / I face all kinds of dangers / I only fear my baby".

Here are the original words:

Adeus morena, eu já vou indo p'ro sertão
se não voltar, deixo contigo o coração

Sou justiceiro, não tenho medo de ninguém
enfrento tudo sozinho, só tenho medo do meu bem.


Adalberto Amaral

Os bastidiores de Juvêncio, o Justiceiro do Sertão


Adalberto Amaral, o menino Juquinha, companheiro de 'Juvêncio, o Justiceiro do Sertão', da Radio Piratininga entre 1959 e 1965, ainda trabalha em radio, em Descalvado-SP. Na Radio 8 de Setembro ocorreu o encontro entre ele e o escritor Marciano Vasques em 21 de Março de 2006.

MV: Conte-nos sobre aquela época.

AA: Estávamos nos anos 1960s. O mundo fervilhava em mudanças radicais de comportamento. No Brasil estávamos em 1961, e os jornais teciam noticias de uma guinada p'ro comunismo através de simpatias do presidente Jânio Quadros, ao oferecer a mais alta comenda do Brasil - a medalha Cruzeiro do Sul - à Ernesto Che Guevara, ministro de estado de Cuba. O vice-presidente João Goulart fazia uma viagem de aproximação cultural à China de Mao Tse Tung. Tanto o conservador 'Diário da Noite', de Assis Chateaubriand como o liberal 'Ultima Hora' de Samuel Wainer só falavam no assunto. Os cafés do centro de São Paulo, perto da Panair do Brasil, estavam sempre repletos de gente ávida por notícias. Jânio renunciou, o vice-presidente estando no exterior, foi barrado pelos militares de assumir o cargo. Três anos depois, em Março de 1964, a situação continuava tensa, com a TFP - Tradição, Família e Propriedade preparando uma passeata monstro que ficou conhecida como 'Marcha da Família com Deus pela Propriedade' denunciando o governo de Jango de comunista. A TV ainda engatinhava e o Radio ainda era o grande sucesso. A Radio Piratininga, na Rua 24 de Maio, comandava programas ao vivo, que eram retransmitidos por repetidoras e alcançavam quase todo Brasil.

MV: Fale um pouco da programação da Radio Piratininga.

AA:  Às 18 horas iniciava-se 'Terra Sempre Terra', programa sertanejo apresentado ao vivo. Nele cantaram os caipiras que mais tarde viriam a ser conhecidos internacionalmente. Duplas como Alvarenga & Ranchinho, Tonico & Tinoco, Cascatinha & Inhana, Pedro Bento & Zé da Estrada, Palmeira & Biá encantavam com suas vozes os entardeceres e inundavam de beleza o interior do Brasil através das ondas da Piratininga. Meia hora após entrava no ar, em forma de seriado 'Juvêncio, o Justiceiro do Sertão'.

MV:  Como era feito o Juvêncio?

AA:  A trama era composta basicamente por 8 radio-atores que formavam o 'cast', 2 contra-regras e o operador-de-som, Machado Filho, carinhosamente chamado de 'equalizador de som'. O produtor era o Reinaldo Santos, autor da música 'Casinha pequenina', que foi transformada em filme colorido por Mazzaroppi. Era ele quem escrevia os episódios, e a letra da música de abertura, que era assim: Adeus morena, eu já vou indo p'ro sertão / se não voltar, deixo contigo o coração / Sou justiceiro, não tenho medo de ninguém / enfrento tudo sozinho, só tenho medo do meu bem.  Após a abertura, começava o seriado com um vozerio feito pelos atores ao mesmo tempo.  

MV: Pode nos relatar como eram as cenas?

AA: Uma das cenas mais comuns era de vários bandoleiros comandados pelo bandido Cicatriz (vivido por Geraldo Jacote), que esperavam no mato, para emboscar um viajante que tinha sido chamado pelo padre da cidadezinha para conter uma onda criminosa dos assaltantes. Longe do microfone, o contra-regra amassava entre as mãos um pedaço de papel celofane que soava como passos no meio do mato. Irritado com o barulho feito pelos passos dos comparsas, Cicatriz diz: - Silêncio, cabras! Vamo pegá o forasteiro.

Ainda longe do microfone, o contra-regra bate com duas bandas de coco dentro de uma bacia de água - que dá o som de um cavalo andando pelo leito do rio. Para passar a cena ao ouvinte, o ator Vicente Lia, que fazia o papel de Juvêncio diz: - Oaa Corisco! Devagar. Vamo pelo rio que é p'ra não deixar pist p'ros bandoleiros. (Um acorde grave e curto e o sonoplasta colocava o relincho de um cavalo). 

Juvêncio: - Que foi, Corisco? (novo relincho do cavalo e o contra-regra desta vez faz movimentos repetidos e rápidos dentro da bacia de água). A voz de Cicatriz soa bem longe do microfone: - Agora, cabras! Atirem!

O sonoplasta colocava o som de vários tiros com o barulho de ricocheteio de balas. O som de relincho do cavalo dando a impressão de que o animal estava a cair na água. Entra a trilha-sonora e o locutor diz com a voz forte: - O que acontecerá? Ouçam amanhã neste mesmo horário... 'Juvêncio, o Justiceiro do Sertão'. 

Essa sequencia durava meia hora e sempre ficava no ar uma situação de perigo que seria resolvida no capítulo seguinte. Com essa técnica, prendia-se o ouvinte e o obrigava a acompanhar o desfecho da cena no dia seguinte. 

MV: Fale um pouco mais dos recursos disponíveis. 

AA:  Naquela época não se tinham os recursos de som de hoje. Havia um disco de vinil, importado dos Estados Unidos, que reproduzia alguns sons utilizados na novela: grilos, barulhos-de-tiro, relincho-de-cavalo, mas, a maioria dos sons era produzida no estúdio mesmo! Barulho de passos no mato eram conseguidos amassando-se papel celofane, também utilizado para reproduzir o som de uma fogueira. O som de trovão era produzido por meio de uma folha de zinco agitada violentamente. O som de tropel de vários cavalos era feito com as mãos batendo em compasso nas pernas. 

Porta da palhoça rangendo, enrolava-se uma folha de papel em lápis sextavado e girava ele bem apertado. Cavalo andando na água, se fazia batendo as palmas das mãos numa bacia d'água. O contra-regra detestava essa parte pois sempre saía molhado do estúdio. 

A gente recebia muitas cartas perguntado sobre o cavalo Corisco, que nunca existiu. A imaginação dos ouvintes era muito grande. 

As vezes, em cenas onde tínhamos uma festa na roça, alguns artistas se apresentavam tocando ao fundo, como Mario Zan, Nardelli e outros. 

Ao receberem um tiro, não bastava o radio-ator apenas gemer. Ele tinha que ilustrar a cena dizendo: 'Ah, o mardito do Juvêncio me acertô!' Esse era o segredo de passar ao radio-ouvinte o que estava acontecendo na cena.  Reinaldo Santos foi, sem dúvida, um grande mestre em escrever tudo isso. 

Quem entrasse num estúdio de gravação naquele tempo acharia tudo aquilo cômico, com tanta parafernália que os contra-regras inventavam para reproduzir os mais diversos sons para ilustrar a cena da novela radiofônica. Mas tudo era levado muito a sério, e tinha que dar tudo certo, pois as novelas eram transmitidas ao vivo. 

MV: O que acontecia quando o programa 'ao vivo' terminava?

AA: Terminada a novela o grupo ia ao Ponto Chic, um café que havia na Avenida São João, bem em frente ao Largo do Paissandú, conhecido como o Bar-dos-Artistas porque todas as 3as. feiras, reuniam-se ali muitos empresários de circo e de teatro do interior, que vinham ajustar os shows. Era comum se ver ali duplas como Leo Canhoto & Robertinho, que realizavam um show de bang-bang, Cascatinha & Inhana, Liu & Léo, mágicos, palhaços e outros artistas que faziam daquele estabelecimento um 'escritório' para acertar os futuros shows. O bar até possuía um reservado nos fundos para os mais famosos. Com o grupo do Juvêncio não era diferente. Era lá que se contratavam os espetáculos que seriam apresentados nos finais-de-semana em circos e teatros do interior paulista ou periferia de São Paulo. 

MV:  Porque acabou o Juvêncio?

AA:  Veio o Golpe Militar em Abril de 1964 e junto a censura severa à Imprensa e aos meios-de-comunicação. Os capítulos da novela passaram a serem escritos com muita antecipação e tinham que passar pelo crivo da Censura, que muitas vezes cortava cenas inteiras. A novela passou a ser gravada para posterior apresentação. Alguns anos mais tarde, em 1970, uma euforia tomava conta do país com a seleção-canarinho indo disputar a Copa do Mundo no México. Todo mundo cantava 'P'ra frente Brasil'. A censura continuava e o programa foi julgado impróprio para o horário, passando a ser transmitido às 6:00 da manhã. Mesmo assim, resistiu até o fechamento da emissora em 1974

A radio-novela 'Juvêncio, Justiceiro do Sertão' era levada também aos circos montados na grande periferia de São Paulo e cidades do interior paulista. Entre 1959 e 1964 poucas famílias possuíam aparelho de TV em casa. Por isso os circos faziam muito sucesso; as pessoas saíam à noite de sexta, sábado e domingo. A apresentação de Juvêncio lotava esses pequenos templos de espetáculos, sendo a trama, geralmente, bem simples: um grupo de bandoleiros contratado por um fazendeiro ganancioso, exterminava os pequenos agricultores para lhes tomar as terras e agregá-las à fazenda dele. 

A cena, montada no picadeiro, abria com uma moça chorando a morte do pai, assassinado pelos bandidos e o padre impotente diante da situação, pois todos estavam à mercê do latifundiário que dominava o pequeno povoado. Daí, o padre tem uma ideia brilhante de chamar Juvêncio, o Justiceiro do Sertão. 

Apagam-se as luzes rapidamente e a cena dá lugar a um bar, onde os bandidos comemoram com muita pinga a morte do pequeno agricultor. A cena é ilustrada pelo palhaço, que faz o dono do bar e garçon, que invés de servir, bebe todas, fazendo piruetas e arrancando gargalhadas do público. 

Chega Juvêncio. Após muita luta, socos e golpes de chicote desferidos pelo herói, os bandidos fogem. Juvêncio encontra-se com a filha do agricultor morto e promete fazer justiça.

Na cena final, Juvêncio se vê emboscado dentro de um bar, mas bate em todos eles, e acontece o esperado duelo com o bandido sacando a arma, mas Juvêncio sendo mais rápido, atira e mata o chefe dos bandidos. 

Aconteceu certa ocasião, em um desses finais de cena, a arma do Juvêncio falhou, ou seja, o tiro de festim não saiu. Eu, que fazia o papel do bandido, não tinha saída, tinha que morrer. Levei a mão ao peito e caí no chão, esperando que o público relevasse a falha do tiro e apenas imaginasse. Gargalhada geral! Uns gritavam: 'Deu dor de barriga nele!' Outros diziam: 'Levanta, levanta!

Vicente Lia, que fazia o Juvêncio, esperou os risos acalmarem e emendou o texto: 'Deus não quis que eu sujasse minhas mãos com teu sangue miserável. Por isso morreste de ataque cardíaco!


Edna Regina era a Rosinha, namorada do Juvêncio 

Edna Regina era a radio-atriz que fazia o papel de Rosinha, a namoradinha do Juvêncio, além de ser locutora da Radio Piratininga. Nascida em 25 Janeiro 1934, Edna frequentou a escola de radio e teatro da famosa atriz Maria Vidal, aprendendo também a fazer publicidade radiofônica gravando jingles comerciais. Participou de muitas novelas da Radio São Paulo (Colgate-Palmolive) e Radio 9 de Julho. Depois do desaparecimento do radio-teatro Edna transferiu-se para o setor de dublagens de filmes de TV. Seu ultimo trabalho foi na Radio Aparecida, onde fez novelas religiosas. (Informações dadas por Katya Bonisch Costa, filha de Edna Regina).

leia mais em: http://radiopiratininga.blogspot.com.br/2010/07/vicente-lia-o-juvencio-o-justiceiro-do.html



Juvêncio no Orkut

Durante os tempos de Orkut havia uma comunidade sobre Juvêncio, o Justiceiro do Sertão, que tinha muitos membros. Aqui há um diálogo entre os antigos fãs do Juvêncio, conversando sobre aqueles tempos.

Célia Dantas - 5 August 2007 - Eu era bem criança, ouvia a novelinha e ficava imaginando o cavalo pisando na vegetação. O Juvêncio eu imaginava um galã!!

Washington José - 7 August 2007 - 'Juvêncio contra o bandido da Sela da Morte' - tinha o Coroné Genolino, que quando morreu ficou assombrando o pessoal. O Zé do Cariri parece que enlouqueceu e ficou gritando: 'Coroné Genolino! Coroné Genolino!

O Zé do Cariri dizia: 'Eu sou o Zé do Cariri, e onde tem bandoleiro, Zé do Cariri tá lá p'ra cutucá o imbigo do cabra com minha pexêra!

Voltando ao Zé do Cariri, houve uma cena engraçada, em que ele diz ao cavalo Corisco: 'Óia aqui Corisco, eu sou o Zé do Cariri! De-repente o Corisco começou a relinchar e empinou e o Zé do Cariri ficou com medo. Esse dia nós rimos bastante, foi muito engraçado!

Washington José - 7 August 2007 - Juvêncio contra o Corrupião da Morte - Tinha o Chico Pedreira, que era casado com a filha da Nhá Tuca. Num dos capítulos o Chico Pedreira mata a Nhá Tuca. Chico e os comparsas queriam pendurar o Juvêncio numa árvore.

Lembro-me de uma história em que os bandoleiros amarraram o Juvêncio e o deixaram numa gruta. De-repente aparece uma cobra. Pena que eu não lembro como foi o desfecho. Ficamos aguardando no maior suspense. Apareceu a cobra e mudou a cena. Daí em diante eu me perdi. Alguém poderia me dizer qual foi o desfecho dessa história?

Adalberto Amaral - 19 August 2007 - Eu me lembro vagamente desse capítulo. Mais da gruta. Vou tentar me lembrar e depois te falo.

Washington José: 17 October 2007 - Numa das histórias havia um personagem de nome Pele de Onça. Ele era do bem, era bandoleiro ou jogava nos dois lados?

Washington José: 4 March 2008 - O Juvêncio descia porrada nos bandoleiros e falava: 'Toma, toma!'

Washington José: 31 May 3008 - Estava difícil de lembrar das histórias, mas consegui me lembrar de mais uma. Não sei se era 'Juvêncio contra o bando do Capitão da Mata'. Encontram um sujeito e o chamam de Matreiro. Este falava rouco, gritado e em castelhano. Lembro de, as vezes, ouvi-lo citar o Capitán de la mata...

Nelson Arjona (Carrão) - 31 May 2008 - Essa história eu acompanhei! Não me lembro como terminou, mas lembro vagamente do seriado.

Washington José - 10 June 2008 - Falou, Nelson. Me dá uma ajuda! O tal Capitão da Mata abandonou os próprios comparsas e passou a colaborar com o Juvêncio. Foi isso?

Carlus Maximus - 16 August 2008 - de todo mundo aqui, o Washington é o que tem memória mais afiada. Você se lembra de detalhes incríveis, falas, sons etc. Eu só queria saber o nome da música clássica que abria a novela. Não estou falando da balada cantada, mas da música cinematográfica que abria e fechava o Juvêncio... tcham tcham tcham...

Washington José - 17 August 2008 - Opa! Valeu, Carlus! Naquele tempo eu não conhecia música classica. Em 1967, eu tinha 10 ou 11 anos, vi uma propaganda de coleção sobre compositores clássicos, os mestres. Foi a 1a. informação a respeito desse assunto. Não consigo lembrar da música instrumental. Mas acredito que um sonoplasta tenha preferência por determinadas músicas. Existe uma com nome de cavalgada de Gioachino Rossini, que foi tema do filme 'Laranja mecânica', ou até mesmo a 5a. de Beethoven.

Adalberto Amaral - 17 July 2007 - Em 1957, Nino Silva e Vicente Lia gravaram a toada 'O crime de Pedrinho' e outra chamada 'Sino da capelinha' para a novela. No mesmo ano foi gravado o LP 'Natal Sertanejo'. Na faixa 20 do disco 'Baile moderno', de Vicente Lia e Teddy Vieira, interpretada por Laranjinha & Zequinha. No disco ainda tinha Luiz Gonzaga, Coronel Barduíno, Capital Furtado, Tonico & Tinoco.

Katya Bonisch Costa - 1 January 2010 - Elenco de Juvêncio:  Vicente Lia (Juvêncio), Edna Regina (Rosinha), Rosalia Montefusco, Rosa Maria, José Francisco, o advogado; Reinaldo Santos, o escritor. Não podendo faltar o Juquinha, que foram vários, além do Adalberto Amaral. O primeiro Juquinha foi o Wanderley Cardoso. Tema da novela: 'O vingador' de Reinaldo Santos.



Em maio de 1968, Juvêncio ganhou uma revista em quadrinhos pela Editora Prelúdio, a mesma que editava a Revista Melodias, sendo desenhado por Sergio Lima, Rodolfo Zalla, Eugênio Colonnese e Edmundo Rodrigues, com roteiros de Gedeone Malagola, Helena Fonseca, R.F. Luchetti e Fred Jorge, além do próprio Reinaldo Santos, seu criador.





Café dos Artistas


O 'Café dos Artistas' ou simplesmente 'Café' era um ponto de encontro de artistas e empresários circenses que acontecia no dia de folga da categoria, segunda-feira. Era já uma tradição em vários lugares do Brasil. Em São Paulo começou no antigo Largo do Rosário (atual Praça Antonio Prado) e já nos anos 1900s mudou-se para o Largo do Paissandú, sendo que o 'Café' poderia ser esse aí da foto, esquina do Largo com a Avenida São João, ou no restaurante Ponto Chic, bar Juca Pato, 518 (esquina da rua Dom José de Barros) - enfim todo o quadrilátero abrangendo o Largo do Paissandú, Avenida São João até o cruzamento com a Avenida Ipiranga. Empresários, agentes culturais e donos de circos de todo Brasil procuravam artistas ali para trabalhar em seus espetáculos. 

No início dos anos 1980s, com a redução de circos pelo Brasil, o Café se esvaziou, havendo apenas um reduzido número que se encontra às 2as. feiras na Galeria da rua Dom José de Barros. 

Depoimento de Tito Neto em 'Minha vida no Circo' - Editora Autores Novos, S.Paulo, 1986.


restaurante Ponto Chic no Largo do Paissandú


leia mais em: 
http://www.prefeitura.sp.gov.br/cidade/secretarias/cultura/patrimonio_historico/memoria_do_circo/largo_do_paissandu/index.php?p=7141


Sunday, July 20, 2014

1957 Edifício COPAN



Edificio Copan still being built - 18 May 1957.


Estrada de Ferro Cantareira

Old locomotive being taken away from Estrada de Ferro Cantareira after it was shut down in 1964, for no apparent reason. Cantareira linked São Paulo downtown to Guarulhos. Even though Guarulhos has had a major international airport it doesn't have a train service line. Well, it had it before 1964. As one can see, it seems like Brazil has gone backwards instead of forwards. It is explained by the overthrow of democracy in April 1964.

Locomotiva da antiga Estrada de Ferro Cantareira que ligava São Paulo à Guarulhos, desativada em 1964.


Saturday, July 19, 2014

RADIO INDUSTRIAL PAULISTA

Radio Industrial Paulista was a small radio station beaming from its studios at Rua Butantã (see the picture below) in Pinheiros, a suburb in the city of São Paulo. It had a faithful following around the few miles its waves would reach. Radio Industrial Paulista made a difference in the early 1960s. It was mostly a young people's station playing rock'n' roll and pop tunes. 

In April 1964, Brazil was the victim of a Military Coup that destroyed our democracy and from then on things became really bad. Four years later, there was a coup within the coup and Brazil was plunged into total Darkness.  Radio Industrial Paulista was another victim of such lunacy and disappeared from the waves... along side with Radio Piratininga, Radio Marconi, Radio 9 de Julho and others.  



Rua Butantã, 128, 3o. andar - in 2013.

Radio Industrial Paulista era uma rádio que tinha seus estúdios na Rua Butantã, 128, 3o. andar a um quarteirão do Largo de Pinheiros, quando esse tinha um balão para a virada dos bondes que desciam a rua Theodoro Sampaio, fazendo seu ponto final-inicial ali. 



RADIO INDUSTRIAL PAULISTA 1370 khz
Rua Butantã, 128, 3o. andar 
Pinheiros 
fone: 80-5110

Era uma radio de  pouca potência e servia a região de Pinheiros, Vila Madalena, Itaim, Vila Nova Conceição, Caxingui. Talvez suas ondas chegassem até Santo Amaro e Osasco, que até 1962 era apenas um bairro de São Paulo.



Radio Industrial Paulista era uma radio eminentemente jovem, tocando musica popular a maior parte do tempo. Seus locutores liam os anúncios 'ao vivo' de casas comerciais da região de Pinheiros - me lembro especificamente de uma retífica de motores situada à rua Vital Brasil e de lojas da rua Theodoro Sampaio  - tendo ao fundo temas musicais retirados dos LPs de Ray Conniff, notadamente 'My heart stood still' de 'S Hollywood, lançado em 1958.

Ruy Marcos era um dos DJs principais da rádio, dirigida por Olavo Molina. O prefixo da emissora era sempre apresentado ao som da introdução da gravação de 'Noite cheia de estrêlas', tocada magistralmente pelo guitarrista Poly, mega-sucesso de 1960. O speaker Ruy Marcos dividia suas atividades entre a Industrial e a Radio Cultura, que naquele tempo era de propriedade de Assis Chateaubriand e suas Emissoras Associadas.



Notas publicadas na Revista do Radio, seção 'São Paulo não para!' do jornalista Mario Julio entre 1960 e 1964:

A Radio Industrial Paulista lançou a novela 'Os céus não perdoam' de Odair Menezes. 

Patricia Ribeiro, anunciadora da TV Excelsior, é responsável pelo 'Programa Feminino' , irradiado diàriamente pela Radio Industrial Paulista. 

'Sabatina Musical' é um bom programa de Silvio Penha, transmitido pela Radio Industrial Paulista, aos sábados, às 14 horas. (1963 - Rita Pavone no. 1 em LPs).

Silvio Penha realizou a proeza de fazer a Radio Industrial Paulista ser ouvida. 

Com a apresentação de Amaro Gonçalves e produção de João Fernandes, a Radio Industrial Paulista apresenta diàriamente o programa 'Horas Portuguêsas'. 



Artigo do radialista Enzo de Almeida Passsos na 'Revista do Rock' de 1960, cita que Sergio Murilo (aí na foto com Neil Sedaka e Carlos Imperial) participou do programa de Sylvio Penha, na Radio Industrial, às 21 horas, atendendo brotos pelo telefone, conversando e tocando seus discos.  


Compato-simples de Carlos Galhardo (1964), que pertenceu ao Acervo da Radio Industrial Paulista.
compacto-simples da Petula Clark pela Mocambo exibindo o carimbo da Radio Industrial Paulista.  


Radio Industrial Paulista simplesmente desapareceu das ondas hertzianas algum tempo depois da decretação do Ato Institucional no. 5 - que não era o perfume da Chanel, mas cassou várias emissoras de São Paulo.


'Gazeta de Pinheiros' começou publicação em 1956, capitaneada por Durval Quintiliano de Oliveira e Walter Luiz Evangelista, fazendo de Pinheiros um bairro privilegiado, tendo não só um jornal, mas uma emissora de radio.

Pesquisando a Internet, encontrei referência à Radio Industrial Paulista feita no blog de Lafayette Hohagen, cujo link está abaixo. Ele fala de uma Radio Industrial Paulista bem diferente da qual conhecíamos entre 1961 e 1964. Ele diz que a Radio tinha uma programação voltada à colônia nipônica. Isso, talvez, tenha acontecido entre 1965 e 1968, quando, segundo Hohagen, a Radio mudou de nome e se transformou em Radio Apolo, saindo de Pinheiros para se alojar na Pça. Osvaldo Cruz, na Avenida Paulista. 

http://contosdolafa.blogspot.com.br/2009/08/1969radio-apolo.html


no blog 'Contos do Lafa', Lafayette Hohagen se refere à Radio Industrial Paulista. Vai, aí,  parte do texto:

São poucas pessoas que conheço, que ouviram falar na Radio Apolo. Até, talvez, se lembrem da Radio Industrial Paulista. Na verdade trata-se da mesma emissora. Radio Industrial Paulista, tinha sua sede no bairro de Pinheiros e sua programação era voltada à colonia nipônica. Sucessos musicais, noticiários e anunciantes de produtos orientais preenchiam os horários da emissora, que era dirigida e de propriedade de japoneses. Quando passou a se denominar Rádio Apolo, fazendo alusão às naves espaciais tripuladas de 1968 e que em 1969 alcançou a lua, mudou de endereço e de personalidade. Foi para a Praça Oswaldo Cruz e eliminou a programação nipônica. A pequena Rádio Industrial Paulista preparava-se para crescer.

Lafayette Hohagen, 24 Agosto 2009.




Radio Industrial Paulista situava-se no 3o. andar desse sobradinho na rua Butantã, 128, em Pinheiros. 





Em 2013, essa região está deteriorada e abandonada, mas o sobrado da antiga Radio Industrial Paulista ainda sobrevive. 




Subindo essas escadas, se chegava ao 1o. andar; havendo ainda dois lances para se chegar ao estúdio transmissor da Radio Industrial Paulista no 3o. andar. 

História da Radio Industrial Paulista 





Na verdade, a Radio Industrial Paulista, cuja 'mãe' era a Radio Difusora de Iguape Ltda., foi dada autorização para mudar seus transmissores para Osasco, que então era um distrito da cidade de São Paulo. A autorização de funcionamento da Radio foi publicada em Novembro de 1957, mas a Radio em si só começou a funcionar em 1960, transmitindo de um estúdio na Rua Butantã, em Pinheiros. 

Decreto nº 48.280, de 9 de Junho de 1960

Outorga concessão à Rádio Difusora de Iguape Limitada, para instalar uma estação radiodifusora.
O Presidente da República, usando da atribuição que lhe confere o artigo 87, nº I, da Constituição, atendendo ao que requereu a Rádio Difusora de Iguape Limitada e tendo em vista o disposto no art. 5º, nº XII, da mesma Constituição,

Decreta: 

     Art. 1º Fica outorgada concessão à Rádio Difusora de Iguape Limitada nos têrmos do art. 11 do Decreto número 24.655, de 11 de julho de 1934, para estabelecer, na cidade de São Paulo, Estado de São Paulo, sem direito de exclusividade, uma estação de ondas médias, destinada a executar serviço de radiodifusão. 

     Parágrafo único. O contrato decorrente desta concessão obedecerá às cláusulas que com êste baixam, rubricadas pelo Ministro de Estado dos Negócios da Viação e Obras Públicas, e deverá ser assinado dentro de 60 (sessenta) dias, a contar da data da publicação dêste decreto no Diário Oficial, sob pena de ficar sem efeito desde logo, o mesmo decreto. 

     Art. 2º Revogam-se as disposições em contrário.

Brasília, em 9 de junho de 1960; 139º da Independência e 72º da República.

Juscelino Kubitschek  
Ernani do Amaral Peixoto


Este texto não substitui o original publicado no Diário Oficial da União - Seção 1 de 10/06/1960

Publicação:

  • Diário Oficial da União - Seção 1 - 10/6/1960, Página 9013 (Publicação Original) 


Artigo de Daniel Castro, publicado na Folha de S.Paulo de 26 Julho 1999, segunda-feira, esclarece a história da Radio Industrial Paulista de São Paulo. 

leia tudo em: http://www1.folha.uol.com.br/fsp/brasil/fc26079908.htm

Deputado José Masci de Abreu, do PSDB-SP tem 3 rádios clandestinas

José Masci de Abreu, do PSDB-SP, alugou emissora considerada a maior pirata de São Paulo para igreja. 

Dono da Radio Atual AM (1.370 Khz), o deputado federal José Masci de Abreu (PSDB-SP) mantém 3 emissoras irregulares, que não têm concessão do governo federal que as autorize a funcionar. 

Em sociedade com o irmão Paulo Masci de Abreu, o deputado mantém as rádios 94.1 FM (94.1 Mhz) e Apolo AM (1.230 Khz), em São Paulo, e a Difusora de Iguape (750 Khz), em Registro, a 185 km a sudoeste da capital. Todas são consideradas clandestinas, ou piratas, pelo Ministério das Comunicações. 

Paulo de Abreu também é dono da Comunicações Brasil Sat (CBS), que controla, só na Grande São Paulo, cinco emissoras não-clandestinas de FM (Scalla, Tupi, Alpha, Kiss e Apolo) e três de AM (Tupi, Iguatemi e Mundial).

A mais importante das emissoras irregulares dos irmãos Abreu é a 94.1 FM, com antena na esquina da Avenida Paulista com rua da Consolação.

A 94.1, que já se chamou Apolo FM (atualmente na frequência 104.1 Mhz) e que hoje está alugada para a Igreja Pentecostal Deus é Amor, é a maior rádio clandestina do EStado, com potência de 20 mil watts e cobertura total na Grande São Paulo. A maioria das rádios piratas opera com 50 watts, com cobertura de 5 km de raio, e as 'legais', com concessão, tem transmissores de mais de 50 mil watts.


A 94.1 FM está no ar desde 1996. Em janeiro de 1998, a Polícia Federal abriu um inquérito para investigá-la, mas não pode fechá-la devido a uma liminar.

Existem cerca de 6.000 rádios clandestinas no Brasil, das quais 1.200 estão na Grande São Paulo, segundo estimativa do Fórum Democracia na Comunicação, entidade que as congrega.

São clandestinas, ou piratas, todas as emissoras que não possuem outorga, a autorização do governo para funcionar. A atividade é considerada crime pelo decreto 236/67, com pena de até dois anos de reclusão.

Entre as piratas, há pelo menos dez de grande alcance, que são captadas com qualidade por qualquer aparelho em pelo menos duas regiões de São Paulo. Entre elas, as mais potentes são, além da 94.1 FM, a Planeta 90 (90.1 Mhz), com 10 mil watts, e a Nova Visão (98.9 Mhz), com 1.500 watts declarados pela própria emissora.

Rádio fechada

O caso da 94.1, no entanto, é diferente porque José de Abreu diz que ela é o restabelecimento de uma rádio fechada em 1974, a Difusora de Iguape. Ou seja: seria a reabertura, 22 anos depois (em 1996), de uma concessão extinta.

Difusora de Iguape, criada em 1949, de fato obteve permissões para operar em São Paulo em ondas curtas (AM) e em frequência modulada (FM). Foi vendida por Olavo Molina e Maria Frank, seus donos originais, em 1969, para Koei Okuhara.

Segundo os filhos de Molina, Okuhara morreu antes de pagar todas as parcelas da operação, e os herdeiros de Okuhara a revenderam para José e Paulo de Abreu, que assumiram a emissora e mudaram seu nome para Apolo.

Molina, então, entrou com uma ação na Justiça Cível de São Paulo, tentando reaver a rádio, mas perdeu para os Abreu. A emissora, oficialmente, continuava em nome de Molina e Maria Frank.

Por causa da disputa judicial e temendo que a filial de Registro fosse tomada pela guerrilha de esquerda, o governo decretou a extinção da concessão da Difusora de Iguape em 6 de março de 1974.

Em dezembro de 1996, os irmãos Abreu registraram na Junta Comercial de São Paulo contrato pelo qual Olavo Molina e Maria Frank lhes vendiam a emissora. O contrato é datado de 7 de março de 74, um dia após a extinção da concessão, e é considerado falso por perito (leia texto abaixo).

Desde 1996, José de Abreu fez pelo menos duas tentativas de legalizar as emissoras clandestinas no Ministério das Comunicações.

Em 1997, ele conseguiu uma liminar na 1ª Vara da Justiça Federal de Brasília impedindo que as rádios fossem fechadas. A ação principal, que irá decidir se a concessão cassada em 1974 deve ser restabelecida, aguarda sentença.


São Paulo, Segunda-feira, 26 de Julho de 1999 
Texto Anterior | Próximo Texto | Índice

Contrato é falso, diz peritoda Reportagem Local

O contrato pelo qual o deputado federal José de Abreu e seu irmão Paulo de Abreu teriam comprado a Rádio Difusora de Iguape é falso, segundo o perito Celso Del Picchia, do Instituto Del Picchia.
Os filhos de Olavo Molina, sócio original da emissora, também afirmam que o documento é falso. "Meu pai jamais venderia a rádio para os Abreu. Ele os odiava", diz o advogado Luiz Antonio Fry Molina, 45. Olavo Molina morreu em dezembro de 97.
A pedido da Folha, o Instituto Del Picchia analisou o contrato e emitiu um relatório pericial.
O relatório conclui que o contrato é falso baseado em três elementos: a assinatura de Molina, as datas constantes no documento e a identificação das testemunhas (veja quadro acima).
O contrato -de transferência de cotas para novos sócios, Paulo e José de Abreu- é datado de 7 de março de 1974, dia em que o "Diário Oficial da União" publicou o decreto que fechava a rádio. Na mesma página, dois parágrafos acima, o documento faz referência a legislação posterior a 1974: a lei nº 6.404, de 15 de dezembro de 1976, e o decreto 82.482, de 24 de outubro de 1978.
Isso, segundo o perito Celso Del Picchia, caracteriza "anacronismo intransponível", quando "o futuro invade o passado".
O Instituto Del Picchia comparou a assinatura de Olavo Molina no contrato com a de seu RG, emitido em fevereiro de 97.
Apesar do intervalo entre a data do contrato e a da expedição do RG, Del Picchia conclui que a assinatura de Molina no documento de venda da emissora é falsa. Segundo Del Picchia, a assinatura do RG e as do contrato "foram emitidas por punhos diversos".
O "O" de Olavo no contrato lembra a letra "C" e tem remate (final) para a esquerda, enquanto que o "O" do RG tem remate para a direita. (DC)

Texto Anterior: Mídia: Deputado tem 3 rádios clandestinas 
Próximo Texto: "Eu comprei a emissora" 
Índice

Saturday, July 5, 2014

CAROLINA MARIA DE JESUS, writer




'Quarto de despejo' the book that put Carolina on the World map.
typing away...
autograph signing session 
Carolina Maria de Jesus with Canindé shanty town in the background across polluted Rio Tietê.
Carolina & Tietê River lowland
Ruth de Souza & Carolina Maria de Jesus at Favela do Canindé - 1961
Ruth & Carolina 
Carolina Maria de Jesus, journalist Adaulio Dantas and actress Ruth de Souza at Canindé's slum.
Carolina & Adálio.
Carolina poses with her Chilean husband and the kids.


'Quarto de despejo' as a play started at Teatro Bela Vista on 27 April 1961, having Ruth de Souza playing the part of Carolina Maria de Jesus.


actress Ruth de Souza plays Carolina on stage in São Paulo.



Ruth de Souza as Carolina


Carolina and her two sons and a chook.


EMEI Carolina Maria de Jesus in Jardim Adalgiza in Rio Pequeno, São Paulo.